
Claire Dillon
and sometimes i lose my he
Não há horas. Não há dias. Há só o tempo de tecer manhãs de luz que desembocam em luas misteriosas e sedutoras. Há só o tempo de fazer arder lentamente a melancolia. Juntos, ateamos o fogo da ternura. Com olhos rasos de criança. Mãos suaves fecham os olhos cansados. A tristeza não existe. No calor de um abraço renascemos. Sonhamos. Na casa. Sinais de fogo para o mundo.
É o fumo da felicidade que em cores se declina.
Maria Elisa Sousa